quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A minha escalfeta...

Segunda-feira, 1.º dia de trabalho da semana, stress de querer fazer tudo o que tenho agendado, novidades no trabalho, confusão, viagens, reunião de trabalho, opiniões e perspectivas diferentes, compras e como gastar 150 euros em 20 minutos...

Contudo o dia foi refrescado com uma visita de uma amiga. Como é bom encontrar esta minha amiga, basta um olhar, um comentário para nos percebermos e sobretudo não existe a mínima necessidade de escondermos ou mascararmos o que sentimos. Somos assim e pronto!

Comentário dela: "Ai Té eu não acredito que trouxeste a tua escalfeta para aqui!" E eu: "oh, tu já sabes como é que eu sou." E um simples comentário destes fez-me perceber o quanto ela sabe de mim e o quanto me conhece (às vezes acho que me conhece melhor que eu própria pelo tempo e episódios que passámos juntas).

Aquela escalfeta tem-me acompanhado para todo o lado desde que tenha os pés frios (que é hábito, independentemente da estação)... julgo que até terá a mesma idade que eu, se não é um pouco mais antiga que eu.

Cá por casa existem poucos objectos assim, devido à minha linda mania que tenho de deitar coisas para o lixo. Mas falando destes realmente especiais recordo a minha escalfeta que era da minha mãe (herdei os pés frios e a escalfeta!), o martelo que era do meu pai (que me ofereceu quando me preparou a minha primeira caixa de ferramentas, entenda-se que este gesto foi muito especial para mim), a colecção de selos do meu avô (que a encontrei depois da morte dele e de andar a ver os papéis dele), a caixa de madeira que o meu pai me fez por volta dos 15 anos, o armário do meu tio T. (frequentou um curso de carpintaria e este foi o seu primeiro objecto, ele diz que está imperfeito, mas eu adoro-o), o recipiente que uso para por sal mas que diz azeitonas (é um clássico vindo da minha mãe), e por último, um pequeno azulejo, cor de barro, que tem uma casa e uma árvore moldada (feito pelo Huck). E é assim, são pequenos objectos mas que trazem uma história tão grande em si, sobretudo o carinho que a pessoa colocou nele.

Quanto à minha Amiga, fica esta frase do Vinicius de Moraes porque sei que na realidade, ela não sabe o quanto ela significa para mim: "Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles."

PS - Para quem desconhece o que é uma escalfeta, aqui fica uma foto... não é da minha, porque ela está no trabalho! A minha é muito mais bonita e velhinha...

3 comentários:

Isabel D. disse...

Olá ômega! Eu também tenho poucos objectos dos quais não me desfaço. São, sobretudo, fotografias, bilhetes de viagens, cartas e pouco mais.

Escalfeta?? Muito bem, não conhecia o nome mas conheço bem o objecto.

Sawyer disse...

Olá amiga! Este teu post deixou-me com a lágrima ao canto do olho por tudo o que me fez lembrar e das boas recordaçoes que tambem a mim me trazem certos objectos, e acima de tudo dos sentimentos que neles se depositam e que nos acompanham pela vida fora, beijinho gosto de ti.

HRocha disse...

Nunca tinha ouv(isto) tal objecto. Aqui no 127 é sempre a aprender coisas ,,,