segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Olá amigos, boas! No sábado fui aos fados, pavilhão atlântico cheio para ouvir Carlos do Carmo e amigos, um bom espectáculo com a melhor companhia, quando a dada altura o fadista começou a cantar o tao conhecido fado de seu titulo, Os Putos, dei comigo a pensar, como era bom na altura que também eu era um puto, quer dizer ainda tenho a minha conta, e como este fado faz sentido para os putos da minha geração! Mas será que hoje também faz sentido? Eu penso que não. Quantos putos de hoje sabem o que é um berlinde abafado, um pião, um pardal de telhado, andar descalço num charco, uma bola de pano, descer uma ladeira a correr, uma fisga, as caricas brilhantes, tocar ás campainhas, comer a fruta directamente das árvores, ir a correr para casa para ver os desenhos animados? Nomeadamente o Tom Sawyer, o Dartacao, a Heidi, o Benny e o Flappy, a Floresta Verde, Conan o rapaz do futuro, Marco, o fantástico cão Bell e o seu amigo Sebastião, o Verão Azul e tantos outros... E no meio disto tudo quais as doenças que tínhamos, quantas vezes fomos a um psicólogo? Quantas réguadas levamos na escola? No meu caso muitas. Mas mesmo assim era tão bom sermos crianças. Não quero com isto dizer que hoje não o seja, e muito menos que somos melhores do que os putos de hoje mas será que os putos de hoje dao tanto valor á liberdade, ao respeito, á amizade como nós dávamos e ainda por cima nos chamavam a geração rasca, enfim. Mudam-se os tempos mudam-se as vontades. Como dizem os outros da radio, Vale a pena pensar nisto. Fiquem bem amigos, beijos e abraços, gosto de vocês.

4 comentários:

Ya disse...

Este fado costumava tocar em casa da minha mãe, poe isso faz parte de uma geração. Quanto às traquinadas descritas, ficam milhares por descrever, perdidas no tempo mas cravadas na memória. Acho que vamos sempre a tempo de ser putos, basta querer...

Aquele abraço.

Isabel D. disse...

Que bom gosto musical!! Adoro Carlos do Carmo. O espectáculo deve ter sido fantástico!

HRocha disse...

Belo post! Que saudades dos tempos de verdadeira liberdade (de espírito e preocupações principalmente).

ômega disse...

Bem, essas traquinices não pertenceram bem à minha infância, porque eu não era "índia de rua"... como o Huck costuma dizer fui "menina beta de casa" :D

De qualquer forma acredito, ao assistir a infâncias por perto, que surgem outras maluqueiras... provavelmente não com o mesmo sabor de aventura, mas para os putos de agora são bem interessantes e até se calhar as vossas(nossas) são consideradas: "brrr, que seca!!"

A isto se chama envelhecer :D... conversas de outras gerações lol

Amei a música... e gosto muito de Carlos do Carmo!